Castanha de caju: panorama nacional
O cultivo do caju é feito em vários Estados do Brasil. No entanto, a sua importância socioeconômica se destaca na Região Nordeste, que conta com a cajucultura como uma atividade de grande influência relativamente para geração de renda e sustentabilidade da atividade, com destaque para os Estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, maiores produtores nacionais e responsáveis em anos de clima e produção normal por cerca de 90% da produção brasileira de castanha de caju in natura. Essa atividade responde pela geração de trabalho (mão de obra/empregos temporários) e renda nas zonas rural e urbana para mais de 200 mil pessoas/ano/safra.
O Estado do Ceará se destaca como o maior produtor de castanha de caju in natura do Brasil, sendo responsável por mais de 50% da produção nacional. Processa 75% do volume total beneficiado por todos os Estados Nordestinos. Além disso, é o maior exportador de amêndoas do País, alternando entre o primeiro e o segundo principal produto da pauta de exportação daquele Estado.
Os portos de Pecém e de Fortaleza - CE são responsáveis por mais de 96% das exportações brasileiras de amêndoas/ano. Em 2011, esses portos exportaram 23.534 toneladas de amêndoas, representando o valor US$ 201.406 mil/FOB.
Apesar do bom desempenho, ainda há espaço para crescer. Observa-se que a produtividade brasileira ainda é baixa em relação aos países concorrentes como Vietnã, Nigéria e Índia. Mesmo assim, pesquisadores nacionais acreditam que existe grande possibilidade de reversão dessa situação com a ampliação da atividade com manejo adequado e investimentos em tecnologia. Fonte: trechos do artigo de Luís Gonzaga Araújo, publicado no Portal Mercado Aberto.
Brasil prevê importar 100 mil toneladas de castanha para beneficiar
O Brasil deverá importar, somente neste ano, cerca de 100 mil toneladas de castanha de caju para serem processadas nas fábricas nacionais, a maior parte delas, localizadas no Ceará. O volume representa um acréscimo de 122% em relação ao que foi importado em 2011 - 45 mil toneladas.
Os números foram divulgados pelo presidente do Sindicaju (Sindicato das Indústrias de Beneficiamento de Castanha de Caju e Amêndoas Vegetais do Ceará), Evilázio Marques, durante encontro com exportadores indianos de castanha "in natura".
A Índia é o segundo maior produtor mundial de castanha, atrás apenas do Vietnã. O Brasil, que possui produção e beneficiamento concentrados no Ceará, ocupa hoje a terceira posição. De acordo com Marques, o Brasil possui uma capacidade instalada para o beneficiamento da castanha de caju de 600 mil toneladas/ano. Contudo, a produção nacional gira em torno de 250 a 300 mil toneladas.
"Nós damos, sempre, preferência à castanha nacional. Mas, como a produção do País não é suficiente, temos que importar", afirma. Ele aponta que 2011 foi o primeiro ano em que se realizou uma importação em larga escala da matéria-prima, na ocasião, trazida da África do Sul.
Exportação de amêndoas - No ano passado, o Brasil exportou 26 mil toneladas de amêndoas de castanha de caju processadas, o que gerou faturamento de US$ 227 milhões. Caso a capacidade instalada fosse utilizada em sua totalidade, o País poderia ter gerado divisas estimadas em US$ 500 milhões.
"A castanha é um produto de grande aceitação em todo o mundo, movimentando um valor de US$ 1 bilhão", destaca Marques. Do total de castanha beneficiada exportada pelo País, ele afirma que mais de 90% são provenientes do Ceará, havendo uma pequena produção, em torno de 5% do total, no Rio Grande do Norte e de apenas 2%, no Piauí.
No Ceará, o agronegócio do caju gera, atualmente, 10 mil empregos diretos e 35 mil indiretos, promovendo emprego e renda, justamente no período de entressafra das demais culturas, no campo. Fonte: Diário do Nordeste
Ceará tem previsão otimista para colheita de castanha de caju
A previsão do Estado do Ceará para a colheita de castanha de caju em 2011 é de 164,8 toneladas, e caso se confirme, será a maior desde 1990, perdendo apenas para a safra recorde de 2006 que foi de 130, 5 mil toneladas.
Em 2010 o Estado teve a terceira pior safra dos últimos 20 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção foi de 39.596 toneladas, 62,8% a menos do que a safra de 2009.
O Ceará continua sendo o maior produtor e exportador de castanha de caju do país. O Estado possui oito indústrias e concentra quase 100% do parque industrial brasileiro para o processamento de castanha de caju. Essa indústria gera em torno de 10 mil empregos no território cearense.
Com informações do O Povo online.
Cooperativa triplica produção de castanhas
A Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam) vai triplicar a produção de castanhas em amêndoas beneficiadas, indo de 30 toneladas, número alcançado em 2009, para 90 toneladas em 2011. A cooperativa foi instalada em 2008 no Mato Grosso e vem se solidificando como uma alternativa econômica sustentável e viável para agricultores familiares, comunidades indígenas e tradicionais.
A cooperativa vende as castanhas para três empresas alimentícias, fechou contrato com uma empresa de cosmético e a castanha também é distribuída em escolas para a merenda escolar dos municípios de Juruena, Juína, Cotriguaçu, Aripuanã e Castanheira por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).
De acordo com o presidente da Coopavam, Airton Benini, a procura pelas castanhas é muito grande. “Nossa produção só não é maior por falta de castanha na região e não por falta de clientes”, afirma.
A informação é do AgroNotícias.
Descontos beneficiam produtores de castanha de caju e outras 16 culturas
Para o mês de maio o Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), dá descontos para produtores familiares de castanha de caju, açaí, arroz longo fino em casca, babaçu (amêndoa), borracha natural (extrativista), cará/inhame, cebola, feijão, mamona, mangaba, pequi (fruto), piaçava (fibra), sisal, trigo, triticale, umbu e uva.
Com o programa, os agricultores recebem desconto no pagamento de seus financiamentos de custeio e investimento. Agricultores de arroz de 11 Estados terão bônus. No Rio Grande do Sul será de 26,78%. Em nove Estados o feijão terá bônus, como no Mato Grosso, que será de 21,46%.
O bônus de desconto é referente ao mês de abril de 2011 e vale de 10 de maio até 9 de junho de 2011.
A informação é do Canal Rural.
Produção de caju é oportunidade para agricultores no interior do Maranhão
No último final de semana (entre os dias 2 e 3 de abril), a secretária de Estado de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Conceição Andrade, visitou o assentamento Santa Rosa dos Tomás, no município de Tutóia, no Maranhão, onde foram inauguradas as Unidades de Processamento de Polpa de Frutas e de Beneficiamento do Caju.
As mulheres produzem doces de caju, mamão, acerola, abacaxi, banana, abóbora, melancia, carambola, além do licor de caju e maracujá, após um treinamento feito pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (Sedagro), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
Os homens iniciam o processamento da castanha de caju. Eles já possuem uma área plantada de 400 hectares de caju anão precoce no assentamento.
“Estamos trabalhando para que os agricultores saiam da roça de toco para projetos produtivos mais sustentáveis. Isto vai ajudar no aumento da renda familiar, na diminuição das dificuldades das comunidades rurais e as pessoas não vão ficar tão exaustas como na produção tradicional”, declarou Conceição.
A secretária também informou que vai enviar uma equipe técnica para capacitar os produtores de Santa Rosa em empreendedorismo, para que possam fazer a organização e o gerenciamento do próprio negócio.
Com informações do Jornal Pequeno.
Produção agrícola deve bater recorde no CE e castanha de caju é destaque
O Estado do Ceará deve ter uma produção de grãos de 1.424,803 toneladas em 2011, entre cereais, leguminosas e oleaginosas, de acordo com as estimativas do mês de fevereiro do IBGE. Para os frutos secos, a castanha de caju é destaque e deve ter um acréscimo de 314,58% ao se comparar com a produção do ano passado.
Se ocorrer conforme o esperado, o número de 1.424,803 toneladas vai superar a maior safra cearense da história, registrada em 2006 de 1.145.558 toneladas.
Em toda a região Nordeste estimasse que a produção agrícola seja de 15,12 milhões de toneladas, o equivalente a 27,6% de incremento sobre o mesmo período em 2010, onde o número foi de 11,85 milhões de toneladas produzidas.
Com informações do Diário do Nordeste.
Produção de caju gera empregos no Brasil
O caju tem uma grande importância social no Brasil por gerar muitos empregos diretos, cerca de 35 mil no campo, 15 mil na indústria e 250 mil empregos indiretos nas duas áreas.
Para os nordestinos o caju tem uma importância ainda maior já que os empregos do campo ocorrem nas entresafras de culturas tradicionais como milho, feijão e algodão, reduzindo o exôdo rural.
A informação é da agência Embrapa.
Nordeste é o principal produtor de caju do Brasil
A região nordeste do Brasil é responsável por mais de 95% da produção nacional de caju, sendo os Estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia os principais produtores.
O cajueiro, nome científico Anacardium occidentale, é uma planta tropical originária do Brasil e apesar de sua principal produção ser na região nordeste, está presente em quase todo o território nacional.
A informação é da agência Embrapa.




